Programação: a nova literacia
Segundo Stephen Downes, que cita Doug Holton que, por seu turno, cita Mark Prensky, podemos estar a assistir a uma viragem muito interessante em termos educativos/epistemológicos em que a programação pode ser a nova literacia para um novo século: “the single skill that will, above all others, distinguish a literate person is programming literacy, the ability to make digital technology do whatever, within the possible one wants it to do.”
Para quem está envolvido nas disciplinas de Laboratórios Multimédia de Novas Tecnologias da Comunicação esta é uma notícia refrescante
Beeem… não podia ser melhor!
Esta tua entrada tem tudo a ver com a minha tese de mestrado - uma investigação-acção ao vivo e a cores com os meus miúdos(andam a programar em Scratch - MIT, linguagem divulgada em Maio de 2007-freeware e fartam-se de aprender outras coisas pelo caminho, abrindo “as cabecinhas” para antecipação de conteúdos… têm 10 aninhos e trabalham com coordenadas cartesianas…outros com 11 já fazem programas-jogos interactivos sofisticados… enfim). Ao lê-la, perguntei-me se no texto original o scratch seria referido… fui cuscar e, não só esse texto se encontra num site que é para mim dos melhores (uma referência) como,naturalmente, menciona o scratch como uma das linguagens de programação acessíveis aos jovens… Uma excelente referência para usar, reforçando esta ideia que partilho há muito com Papert e HArel, desde os tempos do LOGO (mais recentemente com Resnick, Kafai, Andrea e outros) de que as actividades de programação deviam ocupar um papel importante (central) no trabalho com tecnologias em educação. Obrigada pela dica!
:-)
De nada!
Luís
Se entendermos esta literacia da programação como a forma de análise e apropriação de técnicas para a resolução de problemas, sobretudo lógicos, então concordo que é importante mas não a mais importante. Concordo muito mais com a ideia do Toffler quando ele diz que no futuro será necessário saber aprender, desapreender e reaprender.
JL (HM), acho que falamos exactamente do mesmo: resolver problemas, claro. E quem consegue resolvê-los se se mantiver encurralado em preconceito? Quem consegue ser criativo na sua resolução, avançar, inovar, fazer a diferença, sem dominar essa que é a mais essencial das funções do cérebro/competências humanas - desaprender?
(ou não estaríamos aqui triangulando Aveiro, Setúbal e Azeitão, conversando amenamente com um café virtual no meio… eu cá até sinto o cheirinho, e vocês?)
Partilhámos, tu e eu, este caminho tantas vezes… posso dizer que foi contigo que me fiz à estrada das tecnologias de forma mais séria, inovadora e consistente, ao descobrir finalmente que não há coisa mais humana do que elas…
O diálogo está interessante
Concordo com o que foi dito. E concordo também com a definição mais abrangente de programação, implícita no artigo original. E, finalmente, concordo que as tecnologias devem estar ao serviço de pessoas e estratégias de E/A e não o contrário.
Até já… pausa para provar o meu café
“definição mais abrangente de programação” offtopic: Há algum tempo que especulo sobre a possibilidade de criar um sistema de computação não electrónico em que o processador e memória seriam substituídos por pessoas reais numa espécie de dança combinada. Cada um desempenharia tarefas genéricas e locais, de tal forma, que o grupo pudesse “performar” um algoritmo… uma espécie de máquina de Turing ou de Post mas com pessoas em lugar da fita…
MárioV
Curioso, também já dei comigo a pensar nisso: um algoritmo humano. Conta comigo para colocar a ideia a andar!
Amanhã falamos melhor
:)