Archive for the 'Sons e gigs' Category

Música e Tecnologia

Uma ideia fabulosa: a possibilidade de edição, em tempo real (mais ou menos :-) ), de um feed de imagens provenientes de 12 câmaras diferentes que registam um concerto dos Radiohead.

Para memória futura, podem visualizar a minha edição seleccionado a opção RAINBOWS -> LPEDRO. Desde já aviso que a edição resultou mais do conhecimento que tenho da música original do que da tentativa de acompanhamento das imagens do concerto. Mas foi apenas a 1ª tentativa.

Tal como dizia o poeta-às vezes-publicitário, esta sensação primeiro estranha-se mas depois entranha-se.

A melhor música da semana das últimas 17 semanas…

… Orphans, do último álbum de Beck.

A música e a experiência

Nunca fui um grande adepto do designado “Modern Rock”. Em termos práticos, a aparente desagregação rítmica até é um fenómeno interessante mas continuo a considerar a própria desagregação e a desordem (mesmo que, aparentemente, ordenada) como elementos fulcrais em termos musicais.

No entanto, e como tenho vindo repetidamente a afirmar noutros posts, a música é muito mais que uma soma de elementos tangíveis. E como a maioria das músicas que mais gostamos assume significados próprios pela ligação - muitas vezes inconsciente - a experiências ou a alturas especiais das nossas vidas, deixo aqui mais uma recordação.

Como muitas outras recordações, os dados que a definem são dispersos e fragmentados. Uma vez mais o que interessa não é a mensagem, a letra ou a secção rítmica. É o conjunto de imagens e sentimentos que lhes associamos.

A cura para alguns dos meus males…

… aconteceu no passado dia 8 de Março, no Pavilhão Atlântico.

Aqui fica uma pequena amostra das qualidades medicinais da boa música, filmada por alguém que também considerou o concerto fabuloso :-)

As expressões e a alma

Quando era mais novo, passava dias inteiros com os meus amigos a ouvir BritPop, a discutir os artigos da revista K e a dissertar sobre a natureza do Inverno.

Num desses dias, inspirados por uma crónica magnífica do Miguel Esteves Cardoso, demos por nós a discutir um argumento insólito mas apaixonante: a afinidade de pensamento entre Morrissey e Camões. Sim, leram bem: Morrissey e Camões.

Bom, vou abster-me de colocar aqui o teor integral da conversa mas dou-vos uma pista: será que, descontadas as diferenças culturais e temporais, “There’s a light and it never goes out” e “Alma minha gentil que te partiste” são 2 expressões escritas de uma mesma alma?

Fica a pergunta… e o vídeo ;-)

Jigsaw falling into place

Ultimamente tem-se falado bastante do último álbum dos Radiohead, “In Rainbows”. Dada a opção dos Radiohead em vender, numa primeira fase, o álbum directamente na Internet, a discussão acerca deste modelo de negócio e, de uma forma geral, acerca de DRM tem feito correr muita tinta em muito lado.

Mas, neste momento, interessa-me falar acerca da música. E a esse nível, tal como é dito na letra da música que se segue, “there is nothing to explain”. A não ser, talvez, que anda muito perto da genialidade.

A melhor música da semana desde há, pelo menos, 17 semanas

E o prémio vai para José González, com a música “Down the Line”.

Um diálogo fascinante…

… publicado na Wired, acerca da indústria musical, entre 2 músicos geniais mas de gerações diferentes: Davie Byrne e Thom Yorke.

E, como bónus, ainda podemos ver alguns vídeos de músicas do último álbum dos Rahiohead, “In rainbows“.

Taras - capítulo 1 (PJ Harvey)

Antes de tudo, uma clarificação importante.
A verdade é que sou um grande fã da música desta senhora. Talvez por isso - pelo receio de ser pouco imparcial e de poder, inadvertidamente, mostrar uma admiração praticamente saloia - tenho vindo a adiar, consecutivamente, a decisão de escrever um post acerca da PJ Harvey.
Mas chegou a altura de o fazer. Para evitar problemas de maior, digo já do que é gosto menos no seu trabalho.
Os álbuns mais recentes da PJ Harvey são, desde “Is this Desire”, menos crús, menos agressivos e menos despojados.
E, tendencialmente, eu gosto de acordes duros e pouco rendilhados, sem remisturas e trabalho de estúdio. E de vozes poderosas e atormentadas, de conjugações rítmicas que, por se limitarem ao indispensável, nos dão algum espaço criativo enquanto ouvintes e nos deixam, por esse motivo, ser praticamente co-autores do que ouvimos.
No entanto, nos últimos anos, a estrutura do projecto musical da PJ Harvey tem vindo a mudar. Em traços gerais, este tem-se mostrado mais refinado, mais polido, mais trabalhado. Aparentemente, menos espontâneo.
Em termos pessoais, o essencial no que diz respeito à música da PJ Harvey é que apenas mudou a fonte do arrepio na espinha. Se antes essa sensação era provocada pelo giz afiado no quadro, agora insinua-se como o tabaco: entra no corpo e permanece por pouco tempo, como que a exigir (uma e) mais uma audição.
Aqui ficam alguns vídeos que ilustram estas 2 formas - distintas mas reais - de arrepios na espinha.

A música e a sanidade mental

O programa chillout da vh1 é um dos grandes responsáveis pela minha (questionável, eu sei) sanidade mental. O simples facto de poder estar a trabalhar com o som de fundo deste programa ameniza embaraços maiores provocados quer pela idade quer, sobretudo, pelo sono.

Um destes dias, o ruído de fundo - muito ao longe - da televisão captou a minha atenção. A música em causa é da autoria de Ane Brun, uma cantora Norueguesa que a maioria conhece de colaborações com algumas bandas, nomeadamente com os Koop.

Nada de muito profundo, mas interessante e ritmado. Ou seja, os ingredientes necessários para a manutenção de uma sanidade mental minimamente aceitável.

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