Archive for the 'Etc e tal...' Category

Mais uma moeda, mais uma viagem…

Já há muito tempo que não escrevia neste espaço. Muito embora tenham acontecido muitas coisas, neste espaço de tempo, que mereciam referência neste blog, a falta de tempo, de disponibilidade mental e de paciência contribuíram, em partes iguais, para esta ausência prolongada.

Mas há muitas novidades. Entre elas contam-se, por exemplo, os projectos que estão a ser desenvolvidos no LabSapo; o início do 2º ano do Mestrado em Comunicação Multimédia, em que existe uma forte presença de projectos de investigação em parceria com unidades de investigação e empresas; o início dos programas doutorais em Informação e Comunicação em Plataformas Digitais e em Multimédia em Educação.

Neste último, e no seguimento do trabalho que foi feito em contexto de Mestrado pré-Bolonha, para além das questões programáticas, um dos grandes objectivos passa pela criação, dinamização e crescimento de uma comunidade de aprendizagem que partilhe e tenha capacidade de, colaborativamente, construir conhecimento neste domínio (ou, melhor dito, nestes domínios de conhecimento).

Assim, neste âmbito, estamos a utilizar a plataforma Ning como complemento ao BlackBoard e estão a surgir contributos muito interessantes. Uma vez mais, a ideia de fundo é sempre a escolha de tecnologias em função de estratégias pedagógicas concretas e nunca o inverso. E este tipo de plataforma pode ser utilizado para responder aos nossos objectivos fundamentais com a unidade curricular e, de um modo mais abrangente, com o programa doutoral: partilha, negociação, co-construção de conhecimento.

Finalmente, fica uma intenção que não sei, honestamente, se serei capaz de cumprir. A intenção de actualização mais frequente deste blog, reportando todos os pequenos passos dos projectos em que me encontro envolvido. E não, apenas, os mais visíveis :-)

A música e a experiência

Nunca fui um grande adepto do designado “Modern Rock”. Em termos práticos, a aparente desagregação rítmica até é um fenómeno interessante mas continuo a considerar a própria desagregação e a desordem (mesmo que, aparentemente, ordenada) como elementos fulcrais em termos musicais.

No entanto, e como tenho vindo repetidamente a afirmar noutros posts, a música é muito mais que uma soma de elementos tangíveis. E como a maioria das músicas que mais gostamos assume significados próprios pela ligação - muitas vezes inconsciente - a experiências ou a alturas especiais das nossas vidas, deixo aqui mais uma recordação.

Como muitas outras recordações, os dados que a definem são dispersos e fragmentados. Uma vez mais o que interessa não é a mensagem, a letra ou a secção rítmica. É o conjunto de imagens e sentimentos que lhes associamos.

Uma pequena nota

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Como dizia o outro, “a festa foi bonita pá!”.

Ou seja, o meu clube ganhou, deu a volta a uma situação complicada e, apesar de ter realizado 3 jogos em 6 dias, acabou com uma força que me impressionou e está na final da Taça de Portugal.

Mas não é disso que eu quero falar neste post. Do que eu quero mesmo falar é de um jogador e, mais do que isso, de uma atitude particular.

Há alguns anos tive uma rotura de ligamentos e demorei cerca de um ano a recuperar, com sessões praticamente diárias de fisioterapia. Se juntarmos a esse facto a desmotivação inerente a um processo de recuperação tão longo, com resultados nem sempre visíveis, temos uma equação diabólica: nunca mais voltei, pelo menos de forma “séria”, a praticar desporto. E é por isso que é notável ver um atleta com tamanha força de vontade e espírito de sacrifício como o Derlei.

Daqui, deste cantinho insignificante, fica uma mensagem com a minha admiração. Não tanto pelo jogador mas pela atitude, pela força de vontade e pelo espírito.

A cura para alguns dos meus males…

… aconteceu no passado dia 8 de Março, no Pavilhão Atlântico.

Aqui fica uma pequena amostra das qualidades medicinais da boa música, filmada por alguém que também considerou o concerto fabuloso :-)

Carta ao Pai Natal

Caro Pai Natal:

Para além dos pedidos habituais - paz no mundo, saúde, felicidade, realização profissional, etc, etc… - o que eu queria mesmo (mas mesmo) como prenda este ano, era poder conduzir este carro.
Mais adianto que a culpa é do Carlos que me mostrou este vídeo e me deixou obcecado com esta ideia.

Obrigado e até breve!

Taras - capítulo 1 (PJ Harvey)

Antes de tudo, uma clarificação importante.
A verdade é que sou um grande fã da música desta senhora. Talvez por isso - pelo receio de ser pouco imparcial e de poder, inadvertidamente, mostrar uma admiração praticamente saloia - tenho vindo a adiar, consecutivamente, a decisão de escrever um post acerca da PJ Harvey.
Mas chegou a altura de o fazer. Para evitar problemas de maior, digo já do que é gosto menos no seu trabalho.
Os álbuns mais recentes da PJ Harvey são, desde “Is this Desire”, menos crús, menos agressivos e menos despojados.
E, tendencialmente, eu gosto de acordes duros e pouco rendilhados, sem remisturas e trabalho de estúdio. E de vozes poderosas e atormentadas, de conjugações rítmicas que, por se limitarem ao indispensável, nos dão algum espaço criativo enquanto ouvintes e nos deixam, por esse motivo, ser praticamente co-autores do que ouvimos.
No entanto, nos últimos anos, a estrutura do projecto musical da PJ Harvey tem vindo a mudar. Em traços gerais, este tem-se mostrado mais refinado, mais polido, mais trabalhado. Aparentemente, menos espontâneo.
Em termos pessoais, o essencial no que diz respeito à música da PJ Harvey é que apenas mudou a fonte do arrepio na espinha. Se antes essa sensação era provocada pelo giz afiado no quadro, agora insinua-se como o tabaco: entra no corpo e permanece por pouco tempo, como que a exigir (uma e) mais uma audição.
Aqui ficam alguns vídeos que ilustram estas 2 formas - distintas mas reais - de arrepios na espinha.

Apresentação de projectos

Neste momento encontro-me na sessão de apresentação dos projectos desenvolvidos no SAPO Codebits. Esta sessão pode ser acompanhada nos vários ecrãs espalhados pela ilha do Sapo no SL.

Apareçam por lá :-)

Será…

… que é mesmo assim? Estou estupefacto.

Hmmm…

… e eu, onde é que eu estou?

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Brevemente daremos notícias :-)

Play it again…

A propósito da suspensão da venda do Manhunt2 nos EUA, a discussão relativa aos aspectos positivos e negativos dos vídeojogos volta a estar na ordem do dia.

A minha posição a este respeito é sobejamente conhecida e detém-se, apenas, nos aspectos educativos. Do meu ponto de vista, usados com responsabilidade, os vídeojogos podem constituir ferramentas de aprendizagem e de desenvolvimento cognitivo muito interessantes, para quase todas as faixas etárias. Como é óbvio, e até porque essa é uma questão em que não há dados concretos, excluo desta análise a aprendizagem que resulta do puro entretenimento proporcionado por este tipo de ferramentas mas que calculo que seja considerável.
Contudo, o que me surpreendeu mais na notícia do Público foi a seguinte declaração: “(…) E é evidente que estamos perante a geração do chamado ‘pensamento visual’, que é parcialmente responsável pelo insucesso dos miúdos em áreas como a matemática ou a língua portuguesa”.

Hmmm… será? E o pensamento social? E o pensamento colaborativo? E o pensamento matemático - direccionado para a resolução de problemas reais - que está subjacente à utilização de um jogo como, por exemplo, o SimCity? Não será parcialmente responsável pelo sucesso de alguns miúdos em diversas áreas?

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