Play it again…
A propósito da suspensão da venda do Manhunt2 nos EUA, a discussão relativa aos aspectos positivos e negativos dos vídeojogos volta a estar na ordem do dia.
A minha posição a este respeito é sobejamente conhecida e detém-se, apenas, nos aspectos educativos. Do meu ponto de vista, usados com responsabilidade, os vídeojogos podem constituir ferramentas de aprendizagem e de desenvolvimento cognitivo muito interessantes, para quase todas as faixas etárias. Como é óbvio, e até porque essa é uma questão em que não há dados concretos, excluo desta análise a aprendizagem que resulta do puro entretenimento proporcionado por este tipo de ferramentas mas que calculo que seja considerável.
Contudo, o que me surpreendeu mais na notícia do Público foi a seguinte declaração: “(…) E é evidente que estamos perante a geração do chamado ‘pensamento visual’, que é parcialmente responsável pelo insucesso dos miúdos em áreas como a matemática ou a língua portuguesa”.
Hmmm… será? E o pensamento social? E o pensamento colaborativo? E o pensamento matemático - direccionado para a resolução de problemas reais - que está subjacente à utilização de um jogo como, por exemplo, o SimCity? Não será parcialmente responsável pelo sucesso de alguns miúdos em diversas áreas?
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