Declaração

Já há muito tempo que não escrevo nada aqui. E até existem coisas importantes - projectos, papers, tecnologias, músicas, etc.. - que mereciam ser partilhadas e discutidas. E não, não vou invocar a desculpa clássica da falta de tempo. Em boa verdade não é esse o problema. O problema é, decididamente, um problema de disponibilidade mental. De enfoque. De clareza. Neste momento, apenas conseguiria escrever textos desarticulados cuja lógica só eu conseguiria decifrar (e, na esmagadora maioria das vezes, nem por isso). E como vejo este espaço como um espaço de partilha, não o vou utilizar como uma mera válvula de escape do que não consigo fazer, escrever, whatever.
Por isso, aos poucos mas bons leitores deste blog, fica a promessa de retoma da escrita assim que a vontade/clareza/propósito claro surja.

Smart games for social networks

Um conjunto de ideias e conceitos muito interessantes que me foram passados pelo Carlos, relacionados com a aplicação de mecanismos que associamos, tipicamente, aos jogos às aplicações social media.
À atenção do pessoal que está a investigar na área dos vídeo-jogos e das aplicações social media.

Boas leituras ;-)

A perfect version…

No outro dia, alguém (julgo que foi o JL, não tenho a certeza) escreveu uma mensagem no Twitter em que se queixava de olhar em volta e ver tão pouca Arte.
Não podia estar mais de acordo. E acrescentava, se calhar, beleza. O mundo anda feio. E triste.
Por essa razão, aqui vai o meu contributo Natalício para alterar este estado de coisas. Uma expressão apenas: wow!


Respirar fundo

Já não ouvia esta música há imenso tempo. A semana passada, a horas impróprias da madrugada e enquanto trabalhava com o Pedro e com o Jorge na disciplina de Media Participativos, a last.fm reavivou recordações antigas, escondidas atrás de muito tempo e poeira na minha memória.
De volta ao presente… o final do ano nunca é um período fácil. E talvez por ser uma época de balanço e de resoluções para um novo ano, nada melhor do que uma mensagem musical cheia de boas vibrações.

Por isso, respirar fundo e… “as smooth as chill out can get” :-)


Anti-teaching

Um vídeo excelente de uma entrevista a Mike Wesch, uma das pessoas com quem partilho imensas ideias acerca do que é ensinar e, sobretudo, desaprender a ensinar como estamos habituados.

Música e Tecnologia

Uma ideia fabulosa: a possibilidade de edição, em tempo real (mais ou menos :-) ), de um feed de imagens provenientes de 12 câmaras diferentes que registam um concerto dos Radiohead.

Para memória futura, podem visualizar a minha edição seleccionado a opção RAINBOWS -> LPEDRO. Desde já aviso que a edição resultou mais do conhecimento que tenho da música original do que da tentativa de acompanhamento das imagens do concerto. Mas foi apenas a 1ª tentativa.

Tal como dizia o poeta-às vezes-publicitário, esta sensação primeiro estranha-se mas depois entranha-se.

O nascimento do Thinkster

Na passada sexta-feira nasceu o Thinkster, uma plataforma baseada no Wordpress MU e que pretende constituir-se como uma comunidade de aprendizagem aberta a todos os interessados na área de investigação de Comunicação Multimédia.

Nesta fase, e como é óbvio, grande parte dos membros da comunidade são alunos do 2º ano do Mestrado em Comunicação Multimédia (MCMM). Mas a ideia é que a comunidade possa crescer e que o Thinkster possa ser uma ferramenta agregadora de todos os que têm interesse e podem contribuir para o progresso desta área de investigação.

Em termos funcionais o Thinkster é uma clonagem da presença web do LabSapo, muito embora, em função da sua utilização nas disciplinas de Projecto de dissertação e Seminário do MCMM, tenha algumas características distintas. Assim, para além do blog associado directamente às disciplinas (no separador Blog), existe uma área designada por Recursos onde é automatizada a agregação de recursos (blogs, posts, ficheiros, social bookmarking) por áreas de investigação. Quanto à agregação propriamente dita, estão disponíveis o já clássico feed de rss e ainda uma conta no Twitter que, através do mecanismo do TwitterFeed, informa todos os subscritores das novidades que vão aparecendo no espaço.

No entanto, muito mais do que uma descrição tecnológica, importa valorizar a comunidade - sim, é verdade, technology it’s about people - que vai dar conteúdo, forma e sonho a este espaço.
Deste modo, e tal como disse no post de abertura do Thinkster, não queremos que este seja um espaço fechado e, nesse sentido, todas as pessoas estão convidadas a participar, comentar, sugerir e, se for o caso, criticar de forma construtiva o que aqui for mostrado, comentado e revelado.

Uma vez mais, o meu profundo agradecimento aos elementos do projecto Sapo Campus que trabalharam arduamente para que este conceito pudesse ser implementado, ao Carlos e ao Pedro que, enquanto responsáveis respectivamente pelo LabSapo e pelo MCMM, sempre acarinharam esta ideia um pouco megalómana :-) e a todos os alunos do 2º ano do MCMM pelo seu envolvimento e participação na dinamização desta ideia.

A melhor música da semana das últimas 17 semanas…

… Orphans, do último álbum de Beck.

Mais uma moeda, mais uma viagem…

Já há muito tempo que não escrevia neste espaço. Muito embora tenham acontecido muitas coisas, neste espaço de tempo, que mereciam referência neste blog, a falta de tempo, de disponibilidade mental e de paciência contribuíram, em partes iguais, para esta ausência prolongada.

Mas há muitas novidades. Entre elas contam-se, por exemplo, os projectos que estão a ser desenvolvidos no LabSapo; o início do 2º ano do Mestrado em Comunicação Multimédia, em que existe uma forte presença de projectos de investigação em parceria com unidades de investigação e empresas; o início dos programas doutorais em Informação e Comunicação em Plataformas Digitais e em Multimédia em Educação.

Neste último, e no seguimento do trabalho que foi feito em contexto de Mestrado pré-Bolonha, para além das questões programáticas, um dos grandes objectivos passa pela criação, dinamização e crescimento de uma comunidade de aprendizagem que partilhe e tenha capacidade de, colaborativamente, construir conhecimento neste domínio (ou, melhor dito, nestes domínios de conhecimento).

Assim, neste âmbito, estamos a utilizar a plataforma Ning como complemento ao BlackBoard e estão a surgir contributos muito interessantes. Uma vez mais, a ideia de fundo é sempre a escolha de tecnologias em função de estratégias pedagógicas concretas e nunca o inverso. E este tipo de plataforma pode ser utilizado para responder aos nossos objectivos fundamentais com a unidade curricular e, de um modo mais abrangente, com o programa doutoral: partilha, negociação, co-construção de conhecimento.

Finalmente, fica uma intenção que não sei, honestamente, se serei capaz de cumprir. A intenção de actualização mais frequente deste blog, reportando todos os pequenos passos dos projectos em que me encontro envolvido. E não, apenas, os mais visíveis :-)

A nova (e a velha) presença social

Uma das grandes vantagens associadas aos ambientes virtuais multi-utilizador (e, neste caso concreto, ao Second Life) está relacionada com o facto de permitirem reforçar e transmitir uma dada presença social, através das representações digitais dos indivíduos.
Mas, se reflectirmos um pouco acerca deste conceito, as seguintes perguntas aparecem de uma forma lógica: não será redutor considerar a nossa presença social apenas como um resultado directo do que nos é fornecido pela mera imersividade numa dada ferramenta? Este conceito de presença social não deveria ser alargado/exponenciado a/por todas as ferramentas/plataformas/serviços que utilizamos nas nossas actividades diárias?
Já tinha falado, há uns tempos, de uma tecnologia concreta que implementa a versão 2.0 deste conceito. Mas há mais novidades.
Para confirmar o potencial deste conceito (da presença social em ambientes online), sugiro a leitura deste artigo do Stephen Downes e, mais especificamente, a notícia e o vídeo disponibilizados aqui.
A afirmação do Stephen Downes continua a fazer, do meu ponto de vista, todo o sentido: novas tecnologias deveriam implicar, necessariamente, novas abordagens/metodologias de exploração e utilização e não apenas a replicação das metodologias anteriores num ambiente mais trendy.

PS - A este respeito ler também o parágrafo onde a imparável Gwyn fala da potencialidade dos mixed-media events. E se, para além de mixed-media events, pudéssemos participar activamente em cross-mixed-multi-media/platforms events ;) ?

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